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IASTM – Mobilização com instrumentos que diminui as dores e aumenta a performance.

POSTADO DIA: 19/07/2018 AS 16:19



Muito tem se visto e ouvido falar desta técnica, você conhece?

Os métodos de IASTM, ou de Liberação Miofascial, têm ocupado lugar de destaque na prática diária de muitos profissionais da saúde, seja nacional ou internacionalmente. A famosa massagem com instrumentos, que auxilia no trabalho de hipertrofia, já ganhou inúmeros adeptos e não para de colecionar elogios e resultados. Reunimos aqui algumas informações básicas sobre essa técnica, seus benefícios.

O que é IASTM?

Em tradução literal, IASTM é a abreviação em inglês para Liberação Miofascial com Instrumentos, o Instrument Assisted Soft Tissue Mobilisation. A técnica visa “destravar” e reequilibrar os músculos e os tecidos conjuntivos, através de ferramentas de terapia manual. A atuação se aplica nos tecidos moles como a pele, a fáscia, músculo, ligamentos e tendões em prol do melhoramento da performance e também de algumas patologias, como a lombalgia, entorses, cervicalgia, etc.

O que é a fáscia?

A fáscia é uma membrana pertencente ao tecido conjuntivo, extremamente resistente e elástico. Ela fica localizada logo abaixo da pele e é uma espécie de “capa” que recobre e protege todos os músculos do corpo; Como ela está presente em todo o corpo, a cada novo movimento, a fáscia sente, e pode sofrer alterações. O uso exagerado da musculatura, maus hábitos posturais, padrão do movimento incorreto e até mesmo desgastes emocionais e estresse podem levar a uma alteração prejudicial da fáscia. Isso resulta em uma pressão excessiva sobre os nervos e músculos.

 

E como o corpo reage?

A lei da física se aplica aqui: “toda ação gera uma reação”. A qualquer estresse da fáscia, o corpo reage formando nódulos, os chamados trigger points, ou pontos gatilhos.

Fazer antes ou depois do treino?

Não existe apenas um horário ideal em que a técnica deva ser realizada. Existem algumas vantagens distintas quando ela é realizada antes ou depois do treino:

Pré-treino:

Aumenta a mobilidade articular;

Ajuda na execução dos movimentos;

Diminui a sobrecarga e a tensão no músculo articular;

Libera e ativa os músculos;

Prepara a musculatura que vai ser trabalhada.

Pós-treino:

Relaxa a musculatura;

Ajuda na liberação do ácido lático;

Ajuda a diminuir as tensões musculares;

Ajuda na recuperação muscular e a evitar dores tardias;

Previne lesões;

Proporciona bem-estar.

 Como a técnica é aplicada?

A Liberação Miofascial (IASTM) é feita por meio da manipulação dos tecidos através de deslizamentos, apoios e pressões variadas. As ferramentas são fabricadas para ajudar o fisioterapeuta nessa tarefa. Os equipamentos conseguem trabalhar todo o tecido conjuntivo presente nas estruturas do sistema musculoesquelético, facilitando na biomecânica do movimento.

                         

Quais suas vantagens?

Para o adepto da Liberação Miofascial:

O tratamento é eficaz contra diversas dores;

A técnica é capaz, em alguns casos, de reverter condições crônicas do tecido musculoesquelético; Há uma maximização de resultados, uma vez que as ferramentas conseguem atingir regiões e estruturas que, são inalcançáveis pelas mãos.

O que pode ser tratado através da IASTM?

A lista é grande, mas vamos citar aqui alguns dos exemplos mais comuns:

– Dores cervicais crônicas;

– Dores de cabeça;

– Tensões lombares;

– Fibromialgia;

– Disfunção com dor na ATM;

– Síndrome do Nervo do Carpo (SDTC):

– Síndromes de Dor Miofascial;

– Fascite Plantar;

– Lumbosacral entorse, etc.

Mas lembre-se: antes de se submeter a qualquer tratamento, é muito importante manter o acompanhamento com um profissional capacitado.

Mas, não dói?

Sinceramente, pode doer. Mas é uma dor ruim? Não. A pressão da liberação causa certo desconforto, contudo, assim que finalizada, a sensação de alívio toma conta. Isso porque essa pressão feita durante as sessões está liberando a fáscia dos pontos de tensão, ao mesmo tempo em que estimula a circulação do local e libera oxigênio.


         

Todo mundo pode fazer?

Todas as pessoas podem ser adeptas dessa técnica, desde que ela seja empregada por um profissional capacitado.

O maior público que busca as massagens instrumentais são os atletas. Isso porque eles têm constante preocupação com o corpo e já sentem que esta técnica supera outras na rapidez da recuperação.

Contudo, há contraindicações para pacientes que apresentam:

– Problemas circulatórios ou inchaço

– Hipersensibilidade à dor ou condições de dor crônica (por exemplo, fibromialgia);

– Lesões musculares ou ósseas diagnosticadas;

– Pessoas que fazem uso de medicamentos anticoagulantes;

– Regiões do corpo recentemente feridas ou com hematoma;

– Mulheres no primeiro trimestre da gravidez.