VOLTAR

A importância da água mineral para os nervos e para o controle da dor!

POSTADO DIA: 28/02/2018 AS 12:37


A principal função dos nervos é conduzir impulsos elétricos, que, por sua vez, proporcionam a contração muscular, é através deles que seus órgãos se comunicam com o seu cérebro e assim realizam suas funções fisiológicas.

A água é um dos mais potentes condutores de eletricidade, nada mais coerente que no nervo tenha um liquido que se assemelha com a água, esse liquido se chama axoplasma. Em caso de compressão ou sensibilização no nervo, pode ocorrer uma alteração da viscosidade desse liquido, tornando-o mais espesso; assim, a eletricidade passa a ser percebida pelo paciente, causando o formigamento.

Fatores nutricionais também podem alterar a função neural, pois tudo o que você ingere e que causa desidratação, como sal, açúcar e álcool, é prejudicial. Durante uma crise neural, o paciente deve diminuir drasticamente a ingestão dessas substancias. Também é muito importante que, durante a crise, o paciente aumente o consumo de água de boa qualidade.

Para o controle da dor é necessário que os opioides endógenos (causam analgesia) saiam das arterias e cheguem ao local da dor, porém, para que isso aconteça, os neuroreceptores que circulam por dentro do nervo devem estar presentes no local da dor antes dos opioides, porque é o neuroreceptor que atrai esses opioides para que seja possível gerar analgesia.

Uma alteração no fluxo axoplasmático diminui o transito desses neuroreceptores; dessa maneira, os opioides não conseguem chegar ate o local da dor, fazendo com que o paciente permaneça com o sintoma.

Para os osteopatas

"A melhor bebida é a água mineral sem gás. O aumento da sua ingestão potencializa os rins a filtrar substancias residuais, se isso não acontece, essas substancias permanecem no organismo, resultando no espessamento do sangue e a criação de depósitos nos tecidos, que, por sua vez, provocam um atraso de velocidade da condução nervosa e com isso provocam a diminuição do limiar de dor, de modo que ficamos mais sensíveis."

Referência: Raslan, G. terapia manual. Método Dorn. 1. ed. Badalona: Editora paidotribo, 2009.

Escrito por: Prof. José Eduardo, DO, MRO (Br), Docente do idot.

Revista: O osteopata, edição 07 / Fevereiro 2018