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Intervenção osteopática em idosos e o impacto na qualidade de vida!

POSTADO DIA: 20/03/2018 AS 15:15


O termo envelhecimento é freqüentemente empregado para descrever as mudanças morfofuncionais, ao longo da vida, que ocorrem após a maturação sexual e que, progressivamente, comprometem a capacidade de resposta dos indivíduos ao estresse ambiental e à manutenção da homeostase.

O envelhecimento da população é um dos maiores triunfos da humanidade e também um dos nossos grandes desafios. Poucos temas têm merecido tanta atenção como o envelhecimento e a incapacidade funcional comumente associada a ele. Em 2025, estima-se, aproximadamente 1,2 bilhões de pessoas no mundo com mais de 60 anos, e o Brasil deverá ocupar o 6º lugar em número de idosos, com mais de 32 milhões de pessoas com idade igual ou superior a 60 anos.

 Algumas características marcantes da população que envelhece no Brasil são a pobreza e a baixa escolaridade. As múltiplas facetas do processo do envelhecimento clamam para a necessidade de propiciar à pessoa idosa atenção abrangente à saúde, colocando em prática o que é preconizado pela Organização Mundial da Saúde: não somente o controle das doenças, mas o bem-estar físico, psíquico e social; em última análise, a melhora da qualidade de vida.

Muitas funções fisiológicas declinam com a idade, incluindo velocidade de marcha, força muscular, quantidades de movimentos espontâneos, entre outros, o que acaba contribuindo para a alta prevalência de comorbidades nos idosos, redundando na busca por diversas especialidades da área, sobrecarregando o sistema de saúde. Tal sobrecarga, além de aumentar o custo da assistência, não representa necessariamente uma relação positiva de custo/efetividade, considerando que podem ocorrer iatrogenias importantes (como o uso inadequado de drogas) com conseqüências indesejáveis.

A promoção de saúde e a profilaxia primária e secundária das doenças são as alternativas que apresentam o melhor custo-benefício para que se alcance a redução da morbidade nos idosos. A manutenção da qualidade de vida é provavelmente mais importante para o bem-estar do idoso do que a tentativa de tratar todas as suas doenças.


Realização do estudo:

Luciana Cid Povoa[a], Fábio Kopp Vanuzzi[b], Ana Paula Antunes Ferreira[c], Arthur de Sá Ferreira[d]

[a] Fisioterapeuta, osteopata D.O. MR(Br), Pós-Graduada em Geriatria e Gerontologia Interdisciplinar, Especialista em Reeducação Postural Global, professora assistente do Instituto Brasileiro de Osteopatia (IBO), Rio de Janeiro, RJ - Brasil, e-mail: lupovoa@yahoo.com.br

[b] Médico, Pós-Graduado em Geriatria, Pós-Graduado em Geriatria e Gerontologia Interdisciplinar, Pós-Graduado em Clínica de Dor e Cuidado Paliativo, Rio de Janeiro, RJ - Brasil.

[c] Fisioterapeuta, osteopata D.O. MR(Br), presidente do Registro Brasileiro dos Osteopatas, Especialista em Neurofisiologia, professora titular do Instituto Brasileiro de Osteopatia (IBO), Rio de Janeiro, RJ - Brasil.

[d] Fisioterapeuta, Doutor em Ciências em Engenharia Biomédica, professor adjunto do Centro Universitário Augusto Motta, Laboratório de Análise do Movimento Humano, Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Centro Universitário Augusto Motta (UNISUAM), Rio de Janeiro, RJ - Brasil, e-mail: arthurde@profunisuam.com.br

http://www.scielo.br/pdf/fm/v24n3/07.pdf